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4.6.08

Bolaño e os Detetives Selvagens.

O chileno Roberto Bolaño morou um tempão no México, publicou vários livros em poucos anos e morreu em dois mil e três com cinqüenta e cinco anos. Dele conheço (de vista) Os Detetives Selvagens, e estou perto de conhecer o livro de contos Putas Assassinas e um outro romance chamado Noturno do Chile.


los detetives:

Tudo começa com o personagem García Madero, se não fossem as prévias teria acreditado ser ele o principal personagem (até a página cento e quarenta e dois, pelo menos), ele fala de seu dia-a-dia-dia-por-dia, fala de como entrou para o Realismo Visceral, como foi abandonando o curso de Direito e até como foi sua primeira trepada. Conta também suas andanças pela Cidade do México, dos encontros com os real-visceralistas e dos poemas que escrevia, não os lia, mas contava quantos havia escrito naquele dia.
O romance é dividido em três partes, a primeira, Mexicanos Perdidos no México, que é na realidade o diário de García Madero, a segunda e maior parte, Os Detetives Selvagens, conta com mais de cinqüenta depoiimentos de testemunhas que falam, às vezes, sobre si mesmos com histórias intermináveis que aparentemente não tem nada a ver com o "destino" dos poetas Arturo Belano e Ulisses Lima.
O eu-leitor acompanha o trajeto de Lima e Belano atraves dos depoimentos de pessoas que conheceram em suas viagens, de alguns poetas que entrevistaram enquanto investigavam o paradeiro de Cesárea Tinajero (quando não haviam partido para Sonora) ,real-visceralistas e algumas pessoas com a qual se envolveram.
Passam-se anos ( de setenta e quatro a noventa e seis), e é dessa forma que ficamos sabendo do que foi feito do Realismo Visceral e dos real-visceralistas. Foi através de uma ligação que Luís Rosado soube da morte de Pele Divina (e eu, fiquei sabendo ao ler seu depoimento) . Albertito Moore falava com Rosado sobre a noite de cão que teve, e enquanto isso eu já pensava em Pele Divina.


Comecei a ler Os Detetives Selvagens e descobri, de súbito, que o detetive era eu, naverdade
.

Um comentário:

a sêde do peixe disse...

...e a fumaça que ela expira forma uns desenhos, fraga? tá, parei.